Ausência de intelecto na direita choca zero pessoas

Cecília Flesch queria saber dos “adevogados” do Lula, mas nunca ouviu uma música da curitibana Edite Piá

por Bibi Tavares

A burguesia adora falar que pobre não tem cultura, mas esquece de dizer que os mais abastados possuem pouca ou nenhuma dicção, capacidade de reflexão e, inclusive, é bem marromenos no quesito capital cultural. Nem nas suas próprias áreas a burguesia consegue mostrar que tem propriedade naquilo que está falando. É como se fosse um grande grupo de alunos decidindo o que cada um vai falar cinto minutos antes de uma apresentação.

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Cecília Flesch, uma jornalista da grande imprensa, tentou debochar do Lula falando “adevogados”. Com aquele ar de quem chama o ex-presidente de analfabeto e fica chocada com a importância que o homem tem, típico dos jornalistas de direita. Pois saiba, Cecília, que quando o Lula fala, soa como música em nossos ouvidos. O mesmo não dá pra dizer sobre fulanos tipo Cássio Nunes, o ministro de Bolsonaro, chamando a pobre Carta Magna de Carta Magda, ao tentar barrar a suspeição do Moro. Alguém assistiu muito “Sai de Baixo” com a vó, ein.

Eu não vou nem falar nada sobre o “fonte primitiva”, é uma sequência de palavras típica de um apoiador do Bolsonaro. Não tem nem como discordar da comida de rabo do Gilmar Mendes ao Cássio. Às vezes dá dó do gado bolsonarista, que fica em cativeiro fazendo flexão de pescoço e não tem tempo de ler nem um panfleto.

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Edíte Piá, a usurpadora

Outro que sabe bem a arte de não saber de nada é o Sérgio Moro. Em 2019, o atual desempregado Moro foi ao programa do Bial. Questionado sobre o que faz para relaxar, ele disse que gosta de ler biografias, mas não soube citar a última que leu. Eu nem duvido, o tempo e energia gasto por ele naquele circo contra o Lula só deu tempo de ler o Telegram. A biografia do Hitler teve que ficar para outro dia.

Nesse mar de ignorância, nem a falecida Edith Piaf foi poupada. Agora me diga se alguém se surpreendeu com o curitibano adaptando o nome da coitada pro seu dialeto. O cara lê biografias que não lembra e escuta música de cantoras que não existem. E ainda ousou mandando um “G ne me Gretchy rián” no final, pra mostrar que é poliglota. Fala português e várias merdas. O cara é o Chapolin do jurídico.

Pois é, um século difícil para a língua portuguesa e a literatura. Teve também o ministra da Educação, Abraham Weintraub, discursando antes do almoço. Falar de estômago vazio é complicado, a gente se embanana e chama o Franz Kafka e Kafta. De algum modo, parece que todos eles saíram do Bolsonaro por meiose, infelizmente podendo se reproduzir.

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Sobre a dicção do presidente, é difícil encontrar palavras que descrevam esse infortúnio. Pelo menos nos discursos gravados, a impressão que fica é que Bolsonaro está prestes a ter um derrame enquanto lê num teleprompter que parece estar convulsionando. São tantas pausas que vai dando uma agonia e uma vontade de dar um pescotapa e gritar com ele: “fala logo, desgraça”.

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Enfim, tá mais do que provado que o gado e a burguesia tem uma capacidade mental bem comprometida. Você acha que não dá pra piora? Pois o ex-ator de baixo orçamento Mário Frias, atual ministro da Cultura, deu um block na Lei Rouanet nos municípios que adotaram medidas de restrição contra a Covid. Lockdown, toque de recolher, restrição de circulação são as desculpas pra vetar o fomento à Cultura, um bem tão sucateado no Brasil.

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