Somos governados por um líder de seita

“O líder dessa seita macabra talvez seja o primeiro genocida que quer matar todo mundo. Todo mundo. Sem tirar nem por”

Imagem: SvetaZi
por João Ximenes Braga

Nós estamos vivendo sob uma seita. É comportamento de seita. Jim Jones, Osho, Charles Manson, Talibã. Só isso justifica que o monstro abjeto que está no poder continue no poder. Só isso explica que ele mantenha um nível de apoio popular que impeça seu impeachment. Só isso justifica que quem tenha acesso a ele ainda não o tenha esfaqueado — de verdade. Só isso justifica que militares e servidores continuem seguindo suas ordens sem cuspir na sua cara, como fez aquele deputado no último ato cívico digno deste país antes de entrarmos nessa espiral de morte e destruição.

Vou lendo as notícias aos poucos e quando acho que nada mais pode superar o nível de absurdo que é voltar todo um aparato de Estado para proteger uma dinastia de criminosos, vejo que um ex-comandante da Rota, aquele que ficou famosinho ao dizer que era natural que a abordagem policial fosse diferente nos Jardins e na periferia, ganhou do líder da seita uma sinecura e está constrangendo os servidores a usarem verde e amarelo para uma visita do cara.

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Não pára. Simplesmente não pára, com acento e tudo, que tô irritado demais pra obedecer reforma ortográfica.

O sacolé de diarreia do demo vai gastar 250 milhões para distribuir cloroquina e azitromicina nas farmácias populares chamando de kit covid. Não, essa notícia não é de dez meses atrás, é de hoje. Há dez meses, talvez pudéssemos dar algum crédito a dúvidas sobre essa combinação de remédios, hoje já é certeza da medicina e da ciência que eles não agem em nada contra o covid e provocam efeitos colaterais que podem matar. E tudo faz para impedir que tenhamos acesso à única coisa que realmente poderia combater a pandemia, a vacinação em massa.

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O presidente da República vai gastar 250 milhões para distribuir VENENO nas farmácias populares. Genocidas, em geral, miram um segmento para eliminar. Seja étnico, religioso, de orientação sexual ou classe social, mas escolhem um ou mais segmentos. O líder dessa seita macabra talvez seja o primeiro genocida que quer matar todo mundo. Todo mundo. Sem tirar nem por.

E na cara de todo mundo, de todas as instituições.

A carta dos servidores da Anvisa que praticamente desautoriza a existência desse ser foi um sopro de sanidade no noticiário de hoje. Deus os guarde. Serão perseguidos, assim como já está sendo a Sociedade Brasileira de Infectologia, investigada por um procurador fiel da seita por tentar impedir a disseminação do VENENO distribuído pelo genocida de chinelas rider e baba de leite moça.

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O nome do líder da seita é Messias. Não é ironia, é ignomínia.

Ironia foi Eduardo Cunha pedir misericórdia pela nação. Deus não teve nenhuma. Nenhuma.

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