Lava Jato, pilhas de mortos e o banquete de Bolsonaro

Procuradores de Curitiba tinham o plano deliberado de acabar com a esperança do povo em Lula para, depois de um linchamento público, poderem prendê-lo

Imagem: Ivailo Nikolov
por João Ximenes Braga

Das novas mensagens da Lava Jato que a defesa de Lula protocolou no STF, este texto do procurador Walter Prr talvez seja o que melhor resuma toda a história dessa quadrilha: “O Lula precisa ser desmascarado antes de poder ser preso. Ele tem que deixar de ser a esperança de alguns”.

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“Ele tem que deixar de ser a esperança de alguns”. Nós sabemos bem quem são os alguns. O povo. O brasileiro. O homem simples. O trabalhador.

Do outro lado do ringue estão os procuradores, república dos concursados, homens brancos do Sul com uma dupla missão messiânica. Numa face da moeda, são títeres de um jogo geopolítico para destruir Brics, Petrobras, soberania nacional. Não sabemos, contudo, quantos e quais participantes de todas essas camadas da Lava Jato (Juízes, MP, PF, imprensa) tinham consciência disso. Na outra face, um bando de playboy mimado, filhinho de papai, tiranetes de capitanias hereditárias de várzea, jorrando aporofobia por narinas e orelhas tais quais zumbis em pleno processo de decomposição enquanto pensam que viraram fontes naturais de Nutella. Um espetáculo dantesco.

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Esse texto veio em resposta a uma mensagem de Deltan que mostrava a programação de sete semanas de disparos contra Lula em diferentes casos, com a clara estratégia de desmoralizá-lo na mídia antes de qualquer julgamento. É asqueroso.

O resto é conhecido. Fizeram Lula deixar de ser a esperança de alguns e levaram a extrema direita ao poder e agora o Brasil atravessa a pandemia com recordes de mortos e produção de novas cepas, sendo descrito pela imprensa internacional como uma ameaça global, enquanto baixamos seis posições entre as maiores economias do mundo. Seis!

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Nada é mais significativo neste festim macabro, diabólico, que o Brasil ter batido um novo recorde de mortes diárias na pandemia enquanto Bolsonaro comia um leitão, talvez comemorando a nova mansão do filho, ou o golpe que alguém de sua equipe deu insider trading sobre as ações da Petrobras gerando um lucro de 18mi para não sabemos quem.

Quem ainda não entendeu essas conexões, e não entende a urgência de se devolver os direitos políticos de Lula, não entendeu nada. Ou é muito pilantra e canalha.

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PS: pouco depois de publicar este texto, vi que hoje batemos novo recorde hoje, 3 de março, com 1910 mortos. É desesperador.

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