Um mundo, dois métodos: Coronavírus e governos progressistas I

Parte I da série sobre como o Covid-19 dividiu o mundo em dois: países que se dedicam a preservar vidas, e nações que visam preservar o lucro

Imagem: Doutor Ernesto
por Beatriz Luna Buoso

Ao fazermos uma avaliação sobre a forma como o mundo vêm tentando combater o Covid-19, fica clara a superioridade dos recursos e soluções de países com governos progressistas ou de orientação socialista nesse confronto. China, Rússia, Cuba, Venezuela, e outras nações regidas por governos mais à esquerda, colocaram o ser humano como sujeito central de todas as políticas implementadas para frear a contaminação e as mortes, dando um verdadeiro exemplo de solidariedade e responsabilidade pelo seu povo. 

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A “falta de democracia” chinesa

O primeiro caso na China foi identificado no dia 01 de dezembro de 2019, a partir daí, os cientistas e médicos chineses lutaram para identificar o vírus e, após algumas descobertas, compartilhou com a Organização Mundial da Saúde o DNA dessa patologia. A ideia era que o mundo todo fosse alertado e desse início aos trabalhos que levariam à vacina. Investindo fortemente em testes, quarentenas rígidas, criação de hospitais em tempo recorde e controlando rigorosamente a população afetada, o governo e o povo chinês foram elogiados pela OMS e por vários pesquisadores e estudiosos da área da saúde.

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Chegada de suprimentos médicos doados pela China à África do Sul, em abril, para ajudar no combate ao coronavírus. Imagem: GCIS

O povo chinês enfrentou a pandemia sem nenhum apoio dos grandes capitalistas do mundo. Esses, ao invés de apoiarem o país, o atacaram jogando a responsabilidade do Covid-19 sobre os chineses, “demonizando” o governo de Xi Jinping pela sua postura firme em relação às medidas adotadas frente à doença, propagandeando nas grandes mídias a “falta de democracia” no país. A “falta de democracia” seria enfrentar a pandemia com a seriedade que um vírus tão grave exige? Democrático seria tratar como uma mera “gripezinha” que não oferece risco algum? Bom, a resposta nós temos. Com mais de 60 mil mortes, a pandemia parece não ter fim no Brasil tão democrático sob o governo de Jair Bolsonaro. Enquanto isso os cientistas chineses já iniciam os testes da vacina experimental que pode imunizar o mundo todo.

Rússia: muitos casos, menos mortes

Na Rússia o governo de Vladimir Putin também tomou medidas rigorosas e eficazes para combater o vírus no país. Embora tenha se tornado um dos países europeus com maior número de pessoas contaminadas, a mortalidade foi baixa em comparação com países como Itália, Estados Unidos e Brasil. Isso se deve ao fato do governo ter fechado as fronteiras logo que o vírus chegou no país, além dos 4 milhões de testes e a atenção dada às pessoas contaminadas.

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No dia do assistente social, em junho, Putin realizou vídeoconferência com esses profissionais de ONGs e serviços estatais. Imagem: Kremlin

O governo Russo fortaleceu o sistema de saúde e todos os serviços básicos do país. Deu suporte aos trabalhadores, que puderam seguir a risca o isolamento, tendo seus salários mantidos. E com uma postura solidária e responsável, denunciou os Estados Unidos que, mesmo durante a pandemia, segue à risca à essência mau-caráter do capitalismo e vem impedindo qualquer ajuda humanitária a Cuba e Venezuela; Lembrando que esses dois países sofrem com as sanções econômicas aplicadas pelo imperialismo e que impedem a chegada de materiais e equipamentos médicos importantes para o combate ao Covid-19.

A ilha socialista livre do Covid-19

Um dos países mais destacados do mundo foi Cuba, que mesmo com o embargo violento imposto pelo imperialismo norte-americano, teve uma taxa de mortalidade baixíssima. Cuba se preparou para a pandemia. Governo e ciência trabalharam juntos, de forma coerente e sem obscurantismo. Com um sistema de saúde amplo e totalmente gratuito, as equipes médicas puderam focar nos assintomáticos, isolando todos aqueles que tiveram contato com alguém que testou positivo, além de irem nas casas em busca de pessoas infectadas. Investiram na capacitação dos profissionais da saúde, em medicamentos capazes de impedir o agravamento do quadro, testes rápidos, isolamento rigoroso e muita pesquisa e informação ao povo cubano.

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Médicos cubanos chegando em Lombardia, na Itália, em março deste ano. A delegação foi enviada para ajudar no combate ao coronavírus, que já devastava a Itália. Imagem: Consulado de Cuba em Milão

Como tem feito há muitos anos, a ilha caribenha prestou assistência médica para cerca de 20 países, inclusive àqueles que tantos os atacam, como foi o caso do Brasil, que durante a pandemia e com o sistema de saúde entrando em colapso, recrutou 150 médicos cubanos. Hoje Cuba está nas principais manchetes do mundo. Havana, onde havia os últimos infectados por Covid-19 no país, retoma suas atividades e a pandemia está totalmente sob controle na ilha.

Chavistas contra tudo e todos

Em março, quando havia apenas 2 casos no país e nenhuma morte na Venezuela, Nicolás Maduro já anunciava medidas rigorosas de isolamento social. Dando suporte para o isolamento dos trabalhadores, com garantia de emprego, cesta básica, renda emergencial, com gratuidade dos serviços públicos, o governo venezuelano parece ter conseguido controlar a situação do país.

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Coletiva de imprensa realizada em 10 de março, em Caracas. Na ocasião, Maduro reiterava o compromisso do país em seguir as recomendações da OMS sobre o coronavírus, a fim de combatê-lo. Imagem: PR Venezuela

Sob uma situação econômica gravíssima que o país vem passando, no dia 30 de abril a Venezuela sofreu uma tentativa de golpe militar. Com o apoio do imperialismo norte-americano e de setores reacionários da Colômbia, Juan Guaidó infiltrou terroristas no país e tentou mais uma vez desestabilizar o governo Maduro. Em plena pandemia, o país amanheceu sob uma verdadeira cena de guerra. Contudo, o fracasso foi inevitável e o plano dos golpistas foi frustrado pela inteligência venezuelana. Nesse episódio, boa parte dos invasores foi detida. Conscientes das sanções contra a Venezuela, que só aumentaram durante a pandemia, o povo venezuelano e as forças armadas do país reconhecem as ações combativas e responsáveis de Nicolás Maduro, e seguem fiéis à Revolução Bolivariana. 

“VÁ PRA CUBA! VÁ PRA VENEZUELA!”

Ir para Cuba, para Venezuela, para qualquer país que tenha uma orientação socialista, significa viver. Enquanto nas grandes nações capitalistas, o mercado, os interesses econômicos e políticos estão acima das vidas, matando milhares de pessoas e sem previsão de término. A crise sanitária escancarou a desigualdade social no mundo, deixando muito claro a falência econômica, política e cultural das sociedades capitalistas, que colocou o povo num imenso desafio, com líderes ignorantes, incompetentes e desumanos. 

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Dois sistemas totalmente diferentes, lidando de formas totalmente opostas numa crise global. Como o povo sairá dessa pandemia? A ilusão com o capitalismo chegará ao fim? Está havendo uma mudança de consciência? O que sabemos é que uma hora a pandemia terminará, e o mundo pode mudar ou não. O capitalismo, com seus mecanismos capciosos, pode renascer com força, mais ameno ou mais selvagem; ou, diante de um total colapso em seu interior sustentado pela exposição máxima de suas contradições, ir às ruínas de uma vez por todas.

Um comentário

  1. Parabéns pelo texto ,Um análise da situação mundial.
    O capitalismo agoniza em seu leito de morte,não vai resolver está crise que.estamos vivendo.
    Cabe nós trabalhadores e operários, organizar partidos revolucionários com programa claros socialista para tomar o poder.SOCIALISMO OU BARBÁRIE.

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