Sexo e confinamento

Uns estão na fase de guardar os “matchs” na geladeira, outros estão surtando com a convivência 24 horas. No meio disso tudo, os “nudes” não estão só nos bate-papos. A pandemia também desnudou a sociedade e a previsão é de que muitos terão de se virar sozinhos por um bom tempo.

Imagem: Shutterstock
por Beatriz Luna Buoso

Os aplicativos de relacionamento nunca estiveram tão movimentados como nas últimas semanas. Num grupo fechado do Facebook, fazem uma espécie de “confessionário” toda noite e o assunto principal nos comentários é sexo. Usuários flertam, marcam encontros “quando o corona passar”, e claro, trocam nudes.

A situação em que os solteiros se encontram está rendendo bons memes e piadas pela internet, que parecem partir dos casados se vingando, já que agora “mantém uma vida sexual” ativa, ao contrário dos solteiros. Na verdade, nem tudo são flores, embora os solteiros estejam passando por essa fase de “ficar na vontade”, os casais 24 horas sob o mesmo teto estão tendo vários problemas de convivência. E para os amantes também ficou difícil, já que não estão se vendo.

Solidão, abstinência, formas de fazer sexo, brinquedos eróticos: a forma que as pessoas pensavam sobre determinados assuntos tem mudado na quarentena. Antes os aplicativos funcionavam mais como uma espécie de “vitrine”, bastando pouca conversa, dar um “match” e partir para o encontro. Agora as pessoas curtem o “flerte”,  conhecem-se mais, trocam experiências e têm conversas mais profundas.

Com a quarentena, esses aplicativos aumentaram o raio de encontros, possibilitando que os usuários conheçam pessoas do mundo todo, já que o número de downloads tem aumentado, assim como as trocas de mensagens. A indústria de brinquedos eróticos também está em alta, já que as vendas dispararam com o coronavírus. Nos países europeus mais afetados pelo vírus, as vendas chegaram a subir 40%. Nos Estados Unidos 75% e no Canadá 135%! O interessante é que fora os vibradores que são os itens mais vendidos, aumentou também a venda de brinquedos para casais, o que mostra que os casais estão mudando suas formas de fazer sexo e se reinventando. Se por um lado essa convivência integral pode desgastar o relacionamento (na China choveu divórcio logo no começo na quarentena!), por outro lado os casais podem descobrir juntos novas formas de se relacionarem na vida e claro, na cama.

Embora nossa ministra Damares seja contra, todos podem transar sim. Em tempos de corona é preciso alguns cuidados. A penetração não transmite o vírus, mas ao sair de casa para encontrar o crush, aumenta o risco de contaminação, ou seja, é o momento dos casados! Os solteiros devem se contentar com os aplicativos, brinquedos, vídeos e contos eróticos, e claro, sonhar com o grande dia, “quando o corona passar”.

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