Teatro, ditadura e política: um bate-papo com José de Abreu

Conversamos durante uma hora e meia com o ator interneteiro mais querido da esquerda sobre sua carreira e militância

por Beatriz Luna Buoso e Ivan Conterno

“O Dr. Jairinho, assim como a Flordelis, é o típico representante dessa mente do Bolsonaro. É a mente da morte. A vida é amor.”

José de Abreu não é um mero militante de esquerda, é também uma figura polêmica e popular, que não se furta de dar cusparadas em fascistas quando é inevitável e que chama atenção por onde passa com sua voz grave e seu bom humor. Sem deixar de lado a carreira como ator, Zé se tornou um produtivo comentarista político, sendo figura presente em quase todos os debates veiculados pela imprensa independente. Essa nossa divertida conversa com ele faz parte do encerramento do primeiro ano de atividades d’O Partisano, um ano de trabalhos pandêmicos e muitas reuniões online. 

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Nosso entrevistado nasceu no interior paulista, onde curtia a pacata vida rural, até que, aos 14 anos de idade, se mudou para a capital, onde, anos mais tarde, tomaria contato com o teatro e com o movimento estudantil, durante a ditadura. 

“A ditadura obrigou todos os prédios a fazerem uma ficha, como se fosse uma ficha de hotel, mas era uma ficha policial! (…) Uma hora vinha um policial e obrigava a preencher a porra da ficha.”

Premiado inúmeras vezes por sua atuação no teatro, na TV e no cinema, o ator foi agraciado com o Golden Rooster, principal prêmio de cinema da China, como Melhor Ator Internacional pelo filme “Antes que eu me esqueça” (2018). É curioso que, apesar de seu posicionamento político, o ator continue ininterruptamente presente nas novelas e nas telas do cinema. Segundo ele, a Globo nunca interferiu em sua vida e ele também nunca se importou em medir as palavras contra quem quer que fosse.

“Eu nunca processei esses jornalistas [que me atacavam]. Eu xingo de bandido, de filho da puta e o cacete, mas é outra coisa.” 

Em 2019, se autoproclamou Presidente da República, em resposta ao mesmo gesto do golpista Juan Guaidó na Venezuela e como um “apelo do inconsciente coletivo”, segundo já declarou em outras entrevistas. O ator foi recebido no Galeão para sua posse por uma multidão, que o levantou pelos ombros. Bolsonaro mal tinha acabado de tomar posse e já teve de lidar com uma situação de duplo poder. Infelizmente, o mandato durou pouco, mas ele ainda tem o mérito de ter apoiado o princípio dos chamados “blogueiros sujos”, abrindo canal para o crescimento da imprensa de esquerda no Brasil.  Hoje, sua conta no Twitter é um hit com mais de 480 mil seguidores. 

Confira então esse papo divertido pelo nosso podcast ou leia a entrevista completa abaixo:

O Partisano: Você nasceu em Santa Rita do Passa Quatro, cidade de tantos “Zés” ilustres: seu quase xará, Zéquinha de Abreu e também o companheiro Zé Dirceu. O que você lembra dessa época da sua vida?

José de Abreu: Santa Rita, naquele tempo, tinha 13 mil habitantes, era uma cidade muito pequenininha. Meu avô italiano veio para o Brasil, assim como outras centenas de outros italianos e japoneses, para substituir os escravos na colheita de café, no interior de São Paulo. A minha vida era muito dividida entre o lado da cidade, onde eu brincava com os amigos da minha rua, e o lado da fazenda, onde andava a cavalo, nadava no lago e curti essas coisas de ver plantação de algodão, plantação de café, cana de açúcar e depois laranja. 

Quando me mudei pra São Paulo, teatro, pra mim, era uma coisa totalmente desconhecida. E política também! Eu tinha um tio em Santa Rita que foi vereador durante muito tempo e presidente da Câmara dos Vereadores, foi candidato a prefeito, mas perdeu. Quando meu tio foi candidato a prefeito, em 1955, o Juscelino era candidato a presidente. Meu pai tava ouvindo a apuração, em outubro de 55, quando passou mal, foi hospitalizado e dez dias depois ele morreu. 

OP: Você interpretou Juscelino no cinema?

JA: No teatro e no cinema. Na TV, foi o Zé Wilker; eu fui fazer o Carlos Lacerda, que era o pior inimigo do Juscelino. Foi bom porque estudei o Juscelino pra fazer teatro, e, quando pintou o Lacerda, eu sabia tudo. Adoro fazer essas coisas históricas, porque entro numa de estudar a matéria. Quando você estuda com um objetivo bem prático, estudar vira um prazer imenso. Se eu tenho alguma cultura, a cultura pouca que tenho, cultivo quando estudo esses personagens. 

OP: Você começou a atuar no TUCA? A primeira participação foi teatro foi no TUCA ou teve um contato anterior?

JA: Quando cheguei em São Paulo, com 14 anos, fui fazer o quarto ano do ginásio, depois fiz química industrial, odiei, e fui fazer Direito. No primeiro dia de aula, alguns veteranos, inclusive Zé Dirceu, vieram dar boas vindas aos calouros. Dois deles – o Omar Laino, que depois foi preso político também, e o Eduardo Bonumá – estavam no TUCA, o grupo Teatro da Universidade Católica de São Paulo, e não por que cargas d’água falaram “vamo lá, vamo lá ver um ensaio” e eu fui. Nunca mais saí. Quando eu vi aquele palco, aquelas pessoas, todo mundo vinha falar comigo, querer saber da minha vida e tal. 

OP: Era Morte e Vida Severina?

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JA: Eu fiz Morte e Vida Severina eventualmente, quando se remontava pra algum evento. Foi um barato, porque o Chico Buarque era o músico. Era um garoto de 24 anos que compunha as músicas, tanto do poema do João Cabral de Mello Neto – um auto de Natal pernambucano que ele compôs lindamente os temas – quanto em O&A. O movimento corporal era mais importante que o texto, mas todo mundo entendia. Tinha uma mensagem obviamente de esquerda.

OP: O teatro era uma forma de mudança social que a UNE defendia incentivar? Como você via o papel do teatro?

JA: Houve uma revolução. O Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) foi o primeiro grupo de teatro que trouxe o brasileiro pro palco. Já o Teatro de Arena trouxe o operário. O Oficina, trazendo Bertold Brecht junto com Teatro de Arena, que era extremamente político, trouxe essa carga política pro teatro. Antes desses grupos, o teatro no Brasil era muito careta. 

Morte e Vida Severina foi uma porrada. Quando acabou a peça, foram dez minutos de aplausos em pé! Foi uma coisa absurda! 

OP: Presidente, nesse projeto trabalhou o Roberto Freire, o anarquista?

JA: O Roberto Freire, na realidade, não trabalhou nesse projeto, ele foi o idealizador do TUCA. Esse teatro foi criado por uma entidade política de esquerda católica chamada Ação Popular, que naquela época dominava o movimento estudantil. O TUCA foi um braço da Ação Popular. 

Roberto Freire. Imagem: somaterapia.com.br

OP: Você fala de um teatro tão político, com o Cinema Novo, a literatura, a música muito forte. Isso interferia muito na atuação política dos jovens da época. Como você vê tudo isso hoje? O que esperar dessa juventude que vive sob um governo que é até contra os livros, com a censura voltando.

JA: É uma coisa impensável! Obviamente que jamais eu esperava que a gente ia regredir aos tempos da ditadura. Imagine regredir quase à idade média! Agora, além da censura ideológica, tem uma censura absurdamente ridícula, moral, “evanjegue”, de um cristianismo baseado no Antigo Testamento. Hoje o Bolsonaro publica um negócio do Facebook que é completamente ridículo. Só um néscio, um idiota completo, vai acreditar naquilo. Embora a gente tivesse essa desconfiança, existe um terço de brasileiros que são imbecis. Como disse o nosso querido estudioso da internet, a internet deu voz aos imbecis. É um governo anti tudo que é bom! É anti-feminismo, é anti-sexo, é o governo dos Jairinhos. Jair e Jairinho! O Jairzão mata 300 mil e o Jairinho mata um. Há um simbolismo nisso.

OP: Na época vocês já se davam conta de que a situação tinha se agravado ou ainda era uma coisa incerta? 

JA: Lá por 67, a gente do movimento estudantil já tinha uma percepção de que havia uma parte do Exército Brasileiro que queria um golpe dentro do golpe – o que a gente chamava de golpe branco –, que deu no AI-5. Depois do AI-5, realmente a coisa radicalizou, porque não havia mais nenhum espaço pra participação política. Tudo foi proibido. Se eu fui preso por participar do congresso da UNE, você imagina depois do AI-5 o que aconteceu. Não só a UNE continuou proibida, como foram proibidos quaisquer tipos de manifestação pública.

OP: E como foi a sua chegada na TV? Você começou pelo cinema?

JA: Eu fiz uma cena num filme em 1968. O&A tinha uma projeção de um curta-metragem falando de guerras antes de começar. Quem dirigiu foi o João Silvério Trevisan, um dos criadores de uma revista gay, O Lampião. Ele foi um dos primeiros gays revolucionários. O Trevisan produziu um filme chamado Anuska, manequim e mulher e convidou alguns atores do TUCA pra fazer papéis pequenos. Eu fiz uma cena em que eu paquerava a mulher do Francisco Cuoco e dava uma porrada nele. Depois, quando saí do TUCA, fiz o Sítio do Pica Pau Amarelo e, em seguida, a peça Electra, de Sófocles. Fui preso no congresso da UNE enquanto estava em cartaz em São Paulo.

OP: Como foi esse momento da prisão? Vocês ficaram com medo ou tava tudo sob controle?

JA: Às 4 horas da manhã me acordaram e a gente fez uma reunião, porque o sítio seria invadido. Havia um esquema de fuga pras lideranças. Mas, como nós éramos da ala do Zé Dirceu, não éramos da AP – eu era do TUCA, mas nunca fui da AP –, então o pessoal da AP desconfiou da gente. Achavam que a gente queria melar o congresso. O pessoal da Ação não quis fugir, dizendo que era armação nossa. E o nosso pessoal não quis fugir, porque o pessoal que ia ficar seria preso, a gente ia conseguir sair e ia pegar mal. Então resolvemos cair todo mundo junto. Por volta das 5h30 da manhã, quando clareou o dia, começamos a ouvir rajada de metralhadora e, quando a gente viu, já tava cercado. Eles cercaram o sítio inteiro. Foi soldado pra caramba!

OP: Quanto tempo você ficou preso?

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JA: Fiquei um mês no presídio de Tiradentes, onde a Dilma ficou. Depois fiquei mais dois meses no Carandiru como presidiário. E não teve processo, não! Botaram a gente lá e esqueceram. 

OP: Teve tortura? Apanharam? Como foi?

JA: Levamos porrada na chegada do DOPS. Quando trocou do presídio Tiradente pro Carandiru a gente levou uma porradas, mas não houve tortura. Eu saí dois dias antes do AI-5! Quem não saiu, não saiu mais!

OP: Na TV você fez o Sítio do Picapau Amarelo

JA: Não, a TV demorou muito, fiquei um tempo na Europa. Depois do AI-5, eu vim embora pro Rio de Janeiro. Teve uma ordem de prisão pra todo mundo do Centro Acadêmico 22 de Agosto (Direito/PUC). Eu tinha sido fotografado pelo Estadão e pelo Jornal da Tarde, numa passeata muito violenta que a gente queimou uns doze carros da polícia, logo depois da Batalha da Maria Antônia. 

Quando voltei, fui para Pelotas, Rio Grande do Sul. Casado com uma pelotense, fomos dar aula na Universidade Federal. Eles estavam implementando um curso de educação artística e precisavam de gente da área de teatro. Lá eu recomecei minha carreira artística. 

OP: Você se considera gaúcho por conta dessa parte da sua vida?

JA: Eu me “agauchei”. O Rio Grande do Sul é um estado que te mobiliza demais. Eles têm muito amor pelo estado. Tem essa coisa de ser na fronteira, que foi muito objeto de guerras. O gaúcho é um brasileiro muito especial. Eu me apaixonei também pela literatura gaúcha. Não só Érico Veríssimo e Mário Quintana, mas tem João Simões Lopes Neto, que é meio um precursor de Guimarães Rosa. 

João Simões Lopes Neto. Imagem: Arquivo/Biblioteca Pública do RS

OP: Quando você retomou a sua carreira artística, como ficou a militância política? Como você conciliou?

JA: Lá em Porto Alegre eu criei a Associação dos Produtores de Teatro do Rio Grande do Sul, na qual fui presidente duas vezes. Depois eu criei um “pré-sindicato”, uma associação profissional. Foi uma militância política muito mais em termos de categoria artística. Lutei muito para conseguir o reconhecimento da profissão do ator. Não havia uma profissão reconhecida. Nem ator, nem iluminador, nem diretor, nem contrarregra. Depois que eu cheguei no Rio, em 80, logo em seguida veio a abertura política, logo a ditadura acabou e veio o ar da democracia. Me lembro de ter participado da campanha do Lula em 1989, óbvio. Ajudei a organizar um showmício na Praça da Apoteose. Todos os cantores foram cantar. Aquele pessoal que cantou o “Lula lá” histórico.

No último discurso do Lula, que tava todo mundo apoiando, ele não conseguia chegar no palco. Eu falei “Lula, peraí, abre a perna!” Enfiei minha cabeça e levantei o Lula nas minhas costas e fomos embora pro palco.

OP: Você se filiou ao PT nessa época?

JA: Não, não. Eu nunca obedeci ordens. Eu sempre fui um petista meio independente! Foi mais tarde, há pouco tempo.

OP: O golpe retomou o interesse que você tinha pela política?

JA: Não! Quando o Lula assumiu em 2002, obviamente que houve uma esperança imensa. O meu amigo, Zé Dirceu, foi ser Ministro da Casa Civil. Eu era um dos responsáveis pela eleição do Lula. Pela primeira vez eu ia ser governo. Em 2005, quando começou a história do Mensalão, eu tive um insight. Um fui me encontrar com o Zé Dirceu na Casa Civil e, numa reunião, eu falei “Zé Dirceu, eu acho que você vai ser cassado”. Quase me expulsaram do palácio! “Você tá louco!” Era impensável isso, mas eu tinha essa teoria da conspiração. Toda vez que eu tenho essa teoria da conspiração dá certo. Eu não tinha a menor dúvida que a Lava Jato era patrocinada pelos americanos.

OP: Seu twitter é um sucesso, sempre vira notícia. Você fala o que tem que falar e a gente acompanha muitas ameaças e processos. O Reinaldo Azevedo falou que, mesmo fazendo críticas ao governo Lula, ele nunca perdeu nenhum emprego, mas com a Lava Jato e com o Bolsonaro, ele já perdeu vários. Você já chegou a perder emprego por conta das sua posições nas redes?

JA: O Reinaldo, depois que teve a conversa dele com a Andrea Neves, irmã do Aécio, gravada ilegalmente, repensou toda a sua vida e deu um triplo carpado, virou um grande defensor da democracia. 

OP: Já aconteceu algo semelhante com você, de ter perdido emprego, ter perdido papéis?

JA: Eu tive um filme…Eu tinha uma amiga que estava virando produtora de cinema. Um dia ela falou “poxa, eu quero produzir um filme sozinha e tal”. Dei a ideia de um argumento de um filme. Ela me botou como co-produtor, fez um trabalho gráfico me colocando como autor junto com ela e sócio na produção. Um dia eu estava na Grécia e ela me disse que eu não ia mais participar do filme. Eu falei: “como que é? O filme é meu!” Como  eu não vou participar do filme? Ela falou “eu arrumei um outro sócio e ele não quer você”. Eu fiquei bastante abatido moralmente. 

Já a Globo nunca interferiu na minha vida. 

OP: Você conhecia a Dilma da época da militância na ditadura?

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JA: Do Rio Grande do Sul. Lembro que quando ela foi secretária de energia no Rio Grande do Sul, ela fez um trabalho muito bom no tocante da energia elétrica, inclusive implementando energia eólica no Rio Grande do Sul. 

OP: Já pensou em se candidatar?

JA: Já pensei sim, mas tanto o Zé Dirceu quanto o Lula foram contra, há cinco ou seis anos. 

OP: Você está nos iludindo de novo. Você se colocou à disposição do PT para concorrer a cargos eletivos. Em que pé está isso? Agora vai?

JA: No momento que eu me coloco a disposição do partido, eu tenho que conversar com as pessoas do partido. Eu conversei com o Lula já duas vezes, depois que ele foi tornado elegível de novo, depois que a farsa caiu. O Lula continua com a mesma posição. A gente só vai conversar de eleição ano que vem.

OP: Todos que são contra, alegam o quê? A sua carreira artística?

JA: Não. O Lula diz claramente “você vai deixar de ser o Zé de Abreu pra ser mais um deputado! Continua sendo Zé de Abreu”.

Eu tenho um amigo no PT que diz que os petroleiros do Rio de Janeiro me adoram, que eu virei um símbolo. No MST me falam também. Um dia eu publiquei no Twitter que, no futuro, todo ser humano vai ser bissexual! Criou uma discussão política. Os petroleiros mais machistas estavam preocupados “porra, o Zé de Abreu, aquele gauchão, tá falando que todo mundo vai virar viado daqui a pouco!” Eu falei “não é viado, vai ser bissexual!”

OP: Você ficou uma temporada na Nova Zelândia, que tem como primeira-ministra a Jacinda…

JA: Eu já conhecia a Jacinda Ardern de quando teve aquele ato terrorista em Christchurch e ela teve uma atitude absolutamente diferente. Primeiro que ela não deixou ninguém filmar o terrorista. Ninguém sabia o nome dele. “Não vamos divulgar, o que ele quer é isso, temos que mostrar as vítimas”. Ela colocou uma roupa quase que árabe e foi visitar, abraçou todo mundo, fez um estilo de governança que a maneira como ela tratou aquele ato terrorista foi manchete no mundo inteiro. Aí a gente resolveu ir pra Nova Zelândia, muito por causa dela. 

OP: Você passou a pandemia toda num país que foi referência no combate. Imagina chegar no Brasil agora. Qual foi o choque?

JA: É uma coisa absurda. O Bolsonaro não fez porra nenhuma! É só o contrário, ele só dá bola fora. Ele é a favor do vírus. Você entende a mente do Bolsonaro à luz do Dr. Jairinho. É o mesmo tipo de pessoa. Nós não compreendemos essa mente doentia. É uma psicopatia que existe em um monte de gente.

OP: Todo pilantra que a gente vê no noticiário é bolsonarista. É quase certo.

JA: Se é de centro-direita tem foto com o Huck, é corrupto. Se é assassino, miliciano, tem foto com o Bolsonaro. O Huck pega aquela turma que queria nos matar politicamente. O bolsonarismo quer nos matar fisicamente. Não só como partido, mas como seres humanos. O Dr. Jairinho, assim como a Flordelis, é o típico representante dessa mente do Bolsonaro. É a mente da morte. A vida é amor.

OP: Enquanto não está gravando, como vai seu isolamento? Lendo muito?

Tuitando, lendo. Li o livro do Stepan Nercessian. Li o da Márcia Tiburi, Como conversar com um fascista. O Stepan escreve muito bem, você leva um susto! Ele tem uma literatura muito particular. 


No final da entrevista (a partir da 1h17min30) separamos algumas pesquisas do Google relacionadas ao Zé de Abreu para que ele comentasse:

“Zé de Abreu cospe”

“Zé de Abreu jovem”

“Zé de Abreu fortuna”

“Zé de Abreu e namorada”

“Zé de Abreu morreu”

“Zé de Abreu e Regina Duarte”

“Zé de Abreu livro”

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Imagem: Instagram

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