Diretamente dos alpes de Pirituba, conheça os “Tupinivikings”

O laboratório da extrema-direita no Brasil deveria ganhar o Nobel da Ciência. O motivo? Uma horda de mestiços e pardos brasileiros que defendem o suprematismo ariano

Imagem: os nazipardos na Paulista
por Bibi Tavares

A extrema-direita brasileira vem abrindo as portas mais xexelentas do universo desde que o bolsonarismo tomou conta do país, e desse sinistro submundo vem saindo figuras peculiares, como tomadores de remédios não testados, primos de porteiros mortos por explosão de pneu de caminhão, pessoas que negam a ciência, e os “tupinivikings”, também conhecidos como nazipardos, sulistas mal resolvidos ou Vikings de Osasco. Inspirados em grandes nomes da sanidade mental comprometida, como Regina Duarte (a secretária), Carluxo (o enigmático tuiteiro), e Olavo de Carvalho (o astrólogo), essas figurinhas pensam que possuem algum tipo de ligação com a cultura nórdica, com os países escandinavos e com o velho continente.

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Em geral são homens (nem sempre totalmente brancos) que carregam um sentimento de inferioridade por terem nascido em um país latino. Essa nova espécie é basicamente subdividida em dois grupos: aqueles que têm sobrenome de prato do Spoleto e um tataravô que veio da Itália pro Brasil com 3 anos de idade, e aqueles de origem mais humilde, com um pouquinho mais de melanina, moradores das planícies de Itaquaquecetuba ou das montanhas nevadas de Franco da Rocha, que assistem a série Vikings na Netflix e ouvem bandas de black metal.

Suas aparições são quase sempre polêmicas, e algumas violentas. Neste domingo (14), por exemplo, enquanto rolava uma manifestação contra Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, três jovens foram abordados pela polícia – que diga-se de passagem não estava muito a fim de se meter nessa – por estarem usando camisetas estampadas com suásticas de uma banda norueguesa de black metal, cujo líder Varg Vikernes é conhecido por defender abertamente a supremacia branca, além de ter confessado o assassinato do guitarrista de uma outra banda norueguesa, a Mayhem.

Mesmo que esses mocinhos semi-arianos pareçam inofensivos com essa pele de bumbum de neném mestiço, o fenômeno de supremacistas pardos em solo brasileiro é resultado da ofensiva da extrema-direita no Brasil, que planta sua sementinha do mal na cabeça desses bbs até obter resultado. Por vezes, esse resultado se dá em agressões contra negros, mulheres, nordestinos, imigrantes e pessoas de esquerda, que são frequentemente atacadas por neonazis que se auto-intitulam skinheads punks (!!!!!!!!!!!!), um grande absurdo, tendo em vista que a cultura punk e skinhead não tem absolutamente nada a ver com neonazis ou a extrema-direita.

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Superando as expectativas de todo estrume ideológico que vem da extrema-direita, os tupinivikings conseguem testar os limites da ciência e da genética da forma mais tragicômica possível, como você pode conferir abaixo:

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