Brasil e África, dois laboratórios de testes de vacinas

Como se a escravidão já não tivesse sido flagelo suficiente, bilionários resolvem testar vacinas na África e Brasil, prática comum em países pobres

Imagem: Dmitrijs Kaminskis
por Bibi Tavares

Nos anos 1970 os Originais do Samba do saudoso Mussum já alertavam que “nem tudo que cai do céu é sagrado”. Uma lição mais ou menos parecida também foi deixada pelos troianos durante a Guerra de Troia, onde eles foram rendidos graças ao “presente de grego”, aquele tipo de coisa que se recebe achando que é um regalo, mas só causa prejuízo. Esses conselhos cairiam muito bem nos dias de hoje, principalmente no que diz respeito ao coronavírus e às novas vacinas que estão sendo produzidas. No último final de semana, a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, entrou na fase de testagem em humanos. Fazendo jus ao seu passado colonizador, nada melhor do que escolher um país do sul para servir de cobaia e no bingo da morte, o Brasil foi sorteado. Afinal, brasileiro nem é gente.

Por aqui, o projeto está sendo financiado pelo bilionário Jorge Paulo Lemann, mostrando já de início que algo de errado não está certo. Os testes estão acontecendo pela Universidade Federal de São Paulo, contando com 2 mil voluntários de São Paulo e mais mil voluntários no Rio de Janeiro, onde a responsável pelos testes é a Rede D’or de hospitais. Lemann já é considerado o maior comunista globalista do mundo segundo nossas fontes: arial 10 e pelo CPTK – Centro de Pesquisa Tireido Ku.

ChAdOx1 nCoV-19 pode parecer subnick de MSN em 2008, mas é o nome da vacina da qual os brasileiros sentirão os efeitos colaterais em primeira mão.

A escolha do nosso país tropical para sediar esse evento importantíssimo se deu por sermos o novo epicentro de Covid-19. A nossa curva cresce tanto que a Nasa já estuda substituir os foguetes e astronautas pelos membros do atual governo, já que o objetivo de Bolsonaro tem sido levar todos ao céu e além. Ou vocês acham que o astronauta Marcos Pontes está à toa no ministério da Ciência e Tecnologia? Voltando às vacinas, segundo a própria Unifesp, os testes serão realizados, inicialmente, em voluntários da área da saúde entre 18 e 55 anos. Como se não fosse suficiente arriscar a vida da população pobre com medidas ineficazes de combate à epidemia, agora vão jogar com a vida das migalhas de profissionais da saúde que temos.

Uma empresa farmacêutica chamada AstraZaneca deu uma pista do caminho que a vacina fez até chegar aqui, afirmando que o teste teve um melhor resultado sendo aplicado duplamente em porcos. Oras, o Brasil está cheio de porcos fascistas, venham todos testar neles, caralho! Mas o nosso judiado país não foi o único escolhido. Outro local muito conhecido por ser explorado e ter sua população aviltada de todas as formas por países desenvolvidos também está na lista. Nesta quarta-feira (24) a Universidade de Oxford em parceria com a AstraZaneca deu início aos testes em humanos na África do Sul!

Segundo a OMS e alguns portais que representam a grande mídia, a África do Sul pode ser o próximo epicentro de Covid-19 e a escolha para as testagens se iniciarem lá se deu devido ao alto número de contagiados e mortos. Com pouco mais de 2 mil mortos e 100 mil infectados, o país lidera a lista de países mais prejudicados lá de longe, já que está na 18º posição.  Talvez o sangue nobre dos primeiros colocados da lista como Rússia, Espanha, Itália, Chile, Alemanha e EUA – que está em primeiríssimo lugar – não seja adequado para testagens, vai saber.

Em abril, o país já tinha passado por essa polêmica quando dois médicos franceses sugeriram que os testes de vacina contra o coronavírus se desse na África, pois lá:

“não há máscaras nem tratamentos nem aparelhos de reanimação cardiorrespiratória”

Eles ainda utilizaram como exemplo estudos de vacinas contra Aids:

“Refiro-me à Aids. Prostitutas africanas são usadas para tentar certos medicamentos porque sabem que estão muito expostas e não têm proteção”

Na época, Didier Drogba, Samuel Eto´o e outros grandes nomes do futebol da África se indignaram com a sugestão completamente racista dos médicos franceses, afirmando categoricamente que os africanos não são cobaias e que seu continente não é um laboratório de testes. Talvez se o governo brasileiro fosse formado por jogadores de futebol da África, estaríamos nós mais acolhidos. O lance é que os testes vão rolar nesses países onde o capital estrangeiro manda e as indústrias farmacêuticas podem lucrar horrores, afinal, as vidas colocadas em risco serão de pessoas que não são consideradas seres humanos, como atestam suas contas bancárias.

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