Autodefesa: pet do Trump cria lei em benefício próprio

Nossa repórter correspondente em Brasília, a sempre atenta Ema Runner, informa que o animal assinou a nova lei com a pata, e o cachorro também

Imagem: reprodução
por Anita Brasa

Na última terça-feira (29), Jair Bolsonaro sancionou um projeto conhecido como “lei Sansão”, que endurece a pena pelo crime de maus-tratos a gatos e cachorros. Nesse mesmo dia, repórteres flagraram o gado bolsonarista protestando em frente ao Palácio do Planalto. Um dos manifestantes chegou a dizer que não aguenta mais ser maltratado pela esquerda e ainda questionou o presidente: “se ele protege uns, por que despreza outros?” Na ocasião, Bolsonaro assinou a lei com um cachorro no colo, logo em seguida ambos se comunicaram e o presidente o parabenizou: “Auau”.

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A lei, obviamente, é pura demagogia, já que recentemente o Pantanal brasileiro, cheio de animais, foi incendiado por fazendeiros arrombados e tudo que Bolsonaro soube dizer é que a culpa é do “caboclo e do índio”, que fazem fogo para sua sobrevivência. Bolsonaro protege uns e queima outros, mas isso nem deveria ser surpresa, o lobo-guará na nota de 200 reais já era um prelúdio do que viria por aí: vida longa aos caninos. E felinos, claro. Teve até quem dissesse que Bolsonaro renunciaria para que o cão caramelo assumisse, mas, para a tristeza de todos os brasileirinhos e brasileirinhas, o animal na presidência não mudou.

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Periodicamente, Bolsonaro usa a prática do famoso “vai que cola”. Dando um tom de seriedade ao famoso “migué”, que consiste em dar qualquer justificativa absolutamente podre e desconectada da realidade para problemas sérios, ele chegou a dizer que as florestas brasileiras não pegam fogo porque “são úmidas“. Não satisfeito, ainda fez a egípcia em seu discurso na ONU, mesmo quando líderes de outros países, atores culturais e políticos, expuseram suas preocupações com a preservação da Amazônia, área riquíssima que tem sofrido na mão suja de um dos piores nichos dos eleitores de Bolsonaro, os fazendeiros.

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O presidente aplica a autodefesa

Sobre o projeto de lei sancionado, há quem diga que Bolsonaro fez isso em benefício próprio, afinal, o cachorrinho dos EUA, mais especificamente o pet de Donald Trump, deve querer se preservar de possíveis guilhotinaços. Infelizmente, ainda tem uns emocionados e desavisados que “batem palma pra louco“, tipo a Luisa Mell, que vive escorada na causa do meio ambiente e proteção dos animais, mas foi a primeira a disseminar a demagogia do presidente. Oficialmente, o meme “Luisa Mell corre aqui” está sendo cancelado por este portal, a partir de agora o pedido de socorro vai direto pro Greenpeace. A real é que não tem endurecimento de lei de maus-tratos a gatos e cachorros que apague da memória daqueles que têm o mínimo de sensibilidade as imagens de um Pantanal em chamas, uma área equivalente ao tamanho do Rio de Janeiro, ou das queimadas na Amazônia, ou mesmo todo o sofrimento do povo indígena nas mãos dos parasitas. E, como toda lei, essa vai criar mais “bandidos” para eles dizerem que tem que morrer.

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