A direita é uma montagem feita no Paint do Windows 95

Novo ministro da Educação, casal com sangue italiano desrespeitando fiscal, Bolsonaro com Covid-19 e Disney reabrindo; parece arte abstrata, mas é o atual cenário político

por Bibi Tavares

Mais uma semana de sucesso se passou para o coronavírus. Assim como todo ano nós parabenizamos as drogas por ganhar a guerra às drogas, deveríamos parabenizar o coronga pela eficiência em contaminar cErTaS pEsSoAs e mostrar o real caráter de outras. Contudo, a grande notícia que atingiu essa sexta-feira (10) é sobre a escolha do novo ministro da Educação, cargo dinâmico inspirado na dança das cadeiras, cujos nomes escolhidos duram menos que limão aberto na geladeira. É como diz o ditado:

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“me joguem aos ministérios e eu voltarei demitido, né, porra”

O novo nome contempla em seu currículo absolutamente um dos piores cânceres da atualidade, uma DST em estágio avançado que incomoda tanto quanto um espeto quente de churrasco enfiado no cu: Milton Ribeiro é militar e pastor evangélico. É como se a gente cruzasse a Damares com o Bananinha do Comando Maluco, daquele quadro de humor da finada e super engraçada Praça é Nossa. Ribeiro já é a quarta pessoa a ocupar o cargo e o governo já promete até o final desse ano o novo álbum de figurinhas do ministério da Educação, só com os nomes dos que foram nomeados a ministros. A previsão é de 50 páginas de álbum.

O currículo Lattes desse novo temporário ministro da Educação é bem recheado, graduado em teologia, segundo a plataforma Lattes é também doutor em Educação pela Universidade de São Paulo e mestre em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Conhecendo o naipe racista dos estudantes da Mack, a gente sabe que não deve esperar muita coisa. Só resta saber se esse currículo é igual àqueles bolos de casamento de 6 andares, tudo falso.

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Outro bafafá forte dessa semana foi o casal que ficou famosinho por desrespeitar um fiscal da prefeitura do Rio de Janeiro. Na ocasião, o fiscal chegou num bar na Barra da Tijuca que estava funcionando de forma inadequada à quarentena, então, diante da reclamação dele sobre a aglomeração e falta de máscaras, eis que surge um casal direto do bueiro mais próximo e solta o seguinte chorume para o fiscal “Cidadão não, engenheiro civil, formado, melhor do que você”. A frase repercutiu tanto que foi parar no Fantástico no último domingo (5).

Depois de tanta repercussão, o casal sofreu represálias e a mulher acabou sendo demitida do emprego. Não contente em passar vergonha suficiente em rede nacional, a mulher teve a cara de pau de dizer ao G1 que foi mal interpretada e que:

“Minha frase ficou descontextualizada. Sei que tenho tom de voz alta, tenho sangue italiano, e às vezes se torna agressivo no calor da emoção”

A cartada do “tenho sangue italiano” é de uma filha da putagem sem limites. A pessoa tem um tataravô que veio da Itália ainda criança, se misturou com tudo quanto é tipo de cultura, de gente, de etnia, e me vem uma barraqueira que não é nem branca, nem cabelo liso ela tem (!!!), dar uma de “sangue italiano”. Ah, amadah, vá fazer uma chuca com listerine que você ganha mais.

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Mas tudo bem, todo mundo tem o direito de querer se contaminar com Covid-19 e morrer o mais rápido possível. Esse é o caso do nosso não querido presidente, que testou positivo para a doença na última terça-feira (7), isso depois de sair circulando entre o povo e apertando a mão da galera, algo totalmente recomendado pela OMS sim. Bolsonaro aproveitou para fazer aquela propaganda marota do uso da cloroquina, que já foi descartada dezenas de vezes por não ter eficácia comprovada contra o coronavírus.

Não podemos negar o ato heroico de Jair ao se deixar contaminar, afinal, morrer de corona é fazer mais pela população do que ele já faz em todo esse tempo de governo. Diferente de Bolsonaro, que afirmou estar se sentindo bem, a avó da primeira-dama Michelle Bolsonaro também está com Covid-19, porém seu quadro é grave e parece que nem o estoque militar de cloroquina ajudou.

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Enquanto isso, na terra onde o presidente não perde um bronzeamento artificial na tonalidade laranja tupperware manchado de molho de tomate, também conhecido como EUA, a Disney reabre seus parques! Mesmo com o estado da Flórida despontando com aumento no número de casos de coronavírus, por algum motivo que nem a Freud explicaria, a Walt Disney World resolve abrir suas portas para o público.

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Naquele esquema de público reduzido, medição de temperatura, máscara, álcool em gel e cupom de desconto da funerária mais próxima. Assim fica até chato fazer humor com o cenário atual, já que a direita e seus empresários são o próprio humor involuntário em pessoa.

 

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