Auxílio Emergencial: uma nota de 200 e o resto de bala

A fim de facilitar ainda mais a vida do brasileiro diante da pandemia, Jair Bolsonaro resolve cortar pela metade o valor do auxílio emergencial; brasileiros de sorte!

Imagem: O Partisano
por Bibi Tavares

Nesta terça-feira, 1º de setembro, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que irá prorrogar o tão polêmico e necessário auxílio emergencial por mais quatro meses. Mesmo sendo um profundo crítico a esse tipo de programa onde o governo concede, como se fosse a própria fada madrinha diante da Cinderela saída da fossa, meios de sobrevivência à população pobre, o Messias entrou no clima de eleição e começou a investir na sua popularidade. Baseado no custo de vida de um país que só existe na cabeça oca do presidente, ele e sua astuta equipe do ministério da Economia chegaram ao exorbitante valor de 300 reais mensais para os usuários do benefício. Às vezes, a impressão que dá é que essa equipe é composta por personagens do Chapolim Colorado.

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Indo no caminho oposto da inteligência e da noção, PauNo Guedes e Jair Bolsonaro tentam fazer parecer que acreditam ser possível uma família passar bem o mês com o valor mensal do que eles gastariam, por exemplo, num fim de semana ou num jantar. Mesmo que esse auxílio tenha sido criado para conter o bolso apertado diante do desemprego desmedido na pandemia, a capacidade de controlar as necessidades básicas de uma família eram muito baixas já com os tais 600 reais, mas agora, com 300 reais, com certeza vai dar certo sim e ninguém mais vai dormir de barriga vazia não, amiguinhos. Não dá nem pra mandar o brasileiro se foder, de tão fodido que já é.

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Para completar o pacote de mimos do governo, na quarta-feira (2) começa a circular a nova cédula no valor de 200 reais, puro luxo. Essa informação é importante porque um dos motivos dado para a criação dessa cédula foi a necessidade de responder à demanda de saques do auxílio. Tendo em vista o excesso de criatividade de muito mal gosto do governo, é provável que esses 300 reais sejam pagos do jeitinho brasileiro de ser, cédula de 200 reais e os 100 restantes o Guedes paga em balas de maçã verde, naipe troco de vendinha. Afinal, falta dinheiro quando se trata da população e o povo se contenta com pouco, na cabeça dos bolsonaristas.

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A prorrogação do auxílio vem carregando nas costas a vontade de Bolsonaro em se reeleger nas próximas eleições, e mesmo que ele não exponha diretamente esse objetivo, todas as suas recentes ações deixam isso em evidência. Jair Bolsonaro segue o termômetro da população, resolveu peitar a Globo, derrubou o governador do Rio de Janeiro, vem até passando por cima das orientações do Guedes, tudo para que sua podre aprovação cresça. O fato é que Bolsonaro vem escorando essa efêmera popularidade no contexto da pandemia que, em conjunto com a má administração do dinheiro público e com o pacote de medidas neoliberais, já matou mais de 100 mil brasileiros. Olhando a longo prazo, a preocupação deve vir em demasia após as eleições, quando o Messias for eleito e não mais precisar responder às demandas mais básicas da população.

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